O BOQUEIRÃO


Entrevista





‘Vou ser o presidente de todos os petistas, sem exclusões e sem exclusivismos’, diz Adeli Sell

O vereador Adeli Sell (foto), eleito recentemente para presidir o Partido dos Trabalhadores de Porto Alegre a partir de março/2010, concedeu entrevista ao jornal O Cruzeiro, da capital gaúcha. À seguir, os principais trechos:


Adeli Sell falou na entrevista sobre os motivos que o levaram à vitória sobre o vereador Carlos Todeschini (com quem disputou o 2º turno das eleições internas – PED - do PT), quebrando uma hegemonia de 30 anos das principais correntes internas (capitaneadas principalmente pela DS e pelo PT Amplo): “Acredito que vencemos porque aglutinamos segmentos que, em muitos momentos do passado e, em alguns casos, ainda hoje, têm divergências políticas, mas querem reestruturar o partido, voltar a reencantar a militância. Conseguimos ampliar os apoios no 2º turno. Contamos para isso com a garra da nossa militância, com nosso trabalho de construção partidária desde a fundação do PT, bem como pelo trabalho e apoio dos militantes que queriam ver uma nova direção, com mais ousadia para falar para dentro e para fora do partido.”

Sobre as propostas que nortearão sua gestão, Adeli informa que “serão aquelas que o PT discutir e decidir. Mas vou levantar muitos temas que vão da questão do transporte, passando pela questão urbana, até saúde e segurança, para exemplificar, debatendo com todos, tirando posições que eu creio que serão mobilizadoras, ousadas, mas sempre viáveis.”

Adeli também falou sobre as dificuldades financeiras por que passa o PT portoalegrense: “Temos gravíssimos problemas que vamos enfrentar com ousadia. Mas não vamos cristianizar ninguém, pois isto não resolve nada. Vamos olhar para a frente. Buscar todo mundo para resolver estes problemas. Que serão resolvidos, tenha certeza disso”.

Em relação à manutenção (ou não) da sede municipal do partido, há anos funcionando na Av. João Pessoa: “Vamos ver se resolvemos o problema da sede municipal que é alugada e está em péssimas condições, com aluguel alto demais. Estou também fazendo um apelo público para que todos nos procurem para ajudar a sairmos destes impasses. Já estou fazendo a transição com meu amigo e companheiro, atual presidente, ex-vereador Marcelo Danéris, que já pegou a direção do partido numa situação bem difícil. Com unidade e firmeza, vamos dar a volta por cima em seguida, tenho convicção disso.”

Adeli informa que já está fazendo os movimentos necessários para isso: “Fui a Brasília para participar da reunião do Diretório Nacional, estive também na festa dos 30 anos do PT, que por sinal foi um sucesso, com a presença da Ministra Dilma Rousseff, vários ministros, senadores, deputados e muitos militantes partidários. Acertei a realização de três eventos em março, abril e maio, com as Setoriais das Mulheres, Negros e Sindical. Faremos também três fóruns com a ajuda da Direção Nacional do PT."

O trigésimo aniversário do partido será trabalhado com muito carinho: “O PT vai festejar 30 anos no próximo dia 10 de fevereiro. Abriremos o ano com várias atividades. A primeira será dia 19 de janeiro com um jantar com os bancários, que foram os iniciadores do PT aqui no RS. Faremos também várias festas populares em diversas regiões da cidade, socializando assim a comemoração com a participação massiva de nossos militantes, filiados e simpatizantes.”

Outro tema prioritário para ser tratado pela nova direção petista, informa Adeli, é discutir um problema antigo do PT, que é a Comunicação: “Já solicitei ao pessoal da Setorial de Tecnologia para estudar a reforma do site do partido, que é muito precário, para dar um salto de qualidade na comunicação. Nossa inserção na globosfera deverá ser priorizada.”

Em relação à oposição do PT ao governo Fogaça/Fortunatti: “Faremos uma oposição qualificada e respeitosa ao governo municipal, mas cobraremos todas as promessas de governo não cumpridas, que são muitas, porque temos que mostrar ao povo que foi um erro eleger o atual prefeito, e que o PT deve voltar ao Paço Municipal em 2012.”

Sobre as eleições do ano que vem, o próximo presidente do PT de Porto Alegre informa: “Já conversei bastante com o companheiro Raul Pont, que presidirá o partido no Estado à partir de março; estamos neste momento debatendo as possíveis coligações para as eleições de 2010. Vamos construir um discurso e uma prática comum, pois somos um partido político democrático, sempre respeitando as diferenças e agindo o máximo coletivamente. Nós acreditamos que o PT deve fazer um esforço para buscar o PDT para vice do companheiro Tarso Genro, bem como devemos tratar já também da discussão sobre a disputa pela prefeitura de Porto Alegre em 2012. Os governos Rigotto e Yeda (PMDB e PSDB) foram desastrosos para o RS, especialmente este último. Não podemos deixar que uma nova frente anti-PT seja formada, hegemonizada por Fogaça, do PMDB, cujo governo municipal é um desastre político e administrativo.”

Adeli Sell sintetiza como vai atuar na presidência do PT de Porto Alegre pelos próximos três anos: “ Vou ser o presidente da unidade de todos os petistas, sem exclusões e sem exclusivismos. Nenhum tema será tabu para a nossa direção. Todos poderão pautar seus temas e suas idéias.”

Fonte: http://jcsgarcia.blogspot.com/



Escrito por missioneiro às 09h10
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'FAZENDO NADA'

 

*Charge do BIER



Escrito por missioneiro às 21h40
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Aécio, Serra, Arruda...

 

SERRA E ARRUDA EM COPENHAGUE

Laerte Braga escreve:

É visível o esforço que o governador de Minas Aécio Pirlimpimpim Neves está fazendo para dissimular o ódio (ódio sim) ao governador de São Paulo José Jânio Serra. As notícias de explosões de raiva em ambientes palacianos ultrapassaram esses ambientes. Aécio foi posto, literalmente, na parede por Serra. Ou desistia de disputar a indicação presidencial com Serra, ou notas “jornalísticas” dos muitos Juca Kfoury que existem por aí iriam mostrar a dependência do governador mineiro em relação à cocaína.

Minas inteira sabe disso e o Mineirão cantou isso em coro num jogo Brasil e Argentina em meados do ano que passado. O que menos importa neste momento é se Aécio como disse o Mineirão “cheira mais que Maradona”. O que mais importa, neste momento, é o caráter chantagista de um dos políticos mais perversos e perigosos de toda a história recente do País, José Jânio Serra.

Corrupto, autoritário, paga o preço que for preciso, qualquer preço, para ser o próximo presidente da República. Não tem um pingo de escrúpulos, ou respeito por qualquer coisa que seja, por quem quer seja, que não ele próprio.

Do jeito dos grandes chefes mafiosos José Serra embarcou para Copenhague com a senadora do DEM Kátia Abreu e um único objetivo real. O de enquadrar o governador de Brasília José Roberto Arruda, uma espécie de pulga que havia se atrevido a chantageá-lo, como fez ele Serra com Aécio. Arruda mandou avisar a Serra que se continuasse a sistemática campanha para o seu impedimento, principalmente no JORNAL NACIONAL, cairia, mas levaria todo mundo com ele.

Copenhague foi o centro das atenções do mundo nessa semana que termina. Serra não tinha, nem tem o que dizer a Copenhague, ao mundo ou ao Brasil e aos brasileiros. É um FHC que não dissimula raiva e atira pelas costas sem a menor preocupação de remorso, nem sabe o que é isso.

Foi lá para exibir-se e liquidar a fatura Arruda. Kátia Abreu, senadora que responde a processos por corrupção, é do DEM, partido de Arruda, foi como pistoleira para o acerto de contas, devida e antecipadamente paga.

Sem saída, pelo menos até que se descubra o que de fato aconteceu em Copenhague e deve ter acontecido um acerto, Arruda é ladrão de galinhas perto de Serra, o governador de São Paulo adicionou um “extra” ao JORNAL NACIONAL (já está comprado desde que começou, há quarenta anos) e acertou pequenos extras com outras empresas, pequenas empresas, para deixar o assunto Arruda morrer. Não interessa a ele nem que se fale tanto no caso e nem que o governador caia atirando.

O acerto com Arruda em Copenhague é para que ele caia e não atire. Leve uma compensação qualquer, para ficar quieto. Dinheiro não falta. Essa gente representa o que há de pior no País (a elite paulista FIESP/DASLU), o latifúndio, os banqueiros, os interesses dos Estados Unidos na Amazônia, no pré-sal e em instalar bases militares no nosso País. Não se trata de mala propriamente dita, mas de imensos baús repletos de dólares para comprar o que for preciso e eliminar obstáculos à chegada do mafioso tucano à presidência da República.

Se Arruda resolver ou resolveu dar uma de herói, azar dele. Vai ser jogado às feras, devorado em seu próprio partido e sair de mãos abanando, quer dizer, só com o que já levou.

O próximo passo de Serra é tentar mostrar a Aécio, através de terceiros, que é um bom negócio ser senador e pode até, quem sabe, virar vice do algoz e esperar um pouco mais. Vice e nada nesse caso é a mesma coisa. Se Aécio vai engolir isso ou não é outra história. Aécio é do tipo também que não tem nem princípios e muito menos condições de decidir assuntos dessa relevância já que vive em Alfa. Quem escolhe a gravata dele é a irmã, não há necessidade de perguntar no twitter como faz o venal William Bonner se alguém quer bom dia.

O risco de Serra é Aécio fazer corpo mole em Minas, deixar a coisa rolar livre e Minas é o segundo colégio eleitoral do Brasil, decisivo para as pretensões criminosas de José Jânio Serra. Mas como há muitos interesses cruzados, muito dinheiro em jogo e tucano vive disso, trapaça, corrupção, chantagem, Aécio é só um cadáver político insepulto.

Virou um Eduardo Azeredo da vida.

De quebra ainda carrega um mala sem alça, Itamar Franco. Pode vir a ser a saída do governador para enfrentar o ministro Hélio Costa, uma espécie de vingança contra Serra e contra a GLOBO, já que o Costa (que ganhou a convenção do PMDB em Minas) é ministro da GLOBO.

É o que chamam de jogo político, de manobras. É só um monte de fatos repugnantes que mostram o estado pútrido do chamado institucional. Gilmar Mendes presidindo o que chamam de Corte Suprema (há ministros dignos). Temer (doublé de tucano/PMDB com laivos petistas e o resultado disso é quero o meu) que já foi encurralado por Serra em pequenas denúncias que podem virar grandes manchetes escandalosas de jornais e redes de tevê compradas pelo tucano (GLOBO, BANDEIRANTES, VEJA, FOLHA DE SÃO PAULO, etc).

Por pior que possa parecer e por mais ofensivo que isso possa soar, ou baixo, Serra, como FHC, ou qualquer tucano, repito qualquer tucano, privatiza mãe ou terceiriza, se por trás do negócio estiver uma gratificação de pelo menos 20%.

Não é um partido, o PSDB, é uma quadrilha que traz a reboque o que há de mais atrasado na política brasileira, o DEM, antigo PFL, antigo PDS, antiga ARENA dos tempos da ditadura militar.

O golpe em Aécio, o acerto de contas com Arruda em Copenhague, as manchetes obtidas em noticiários de tevê, JORNAL NACIONAL principalmente, foi como se tivéssemos com métodos diversos, mas efeitos semelhantes (você pode achar que está morto e está vivo, e pode estar vivo, mas estar morto, caso de Aécio), foi como se tivéssemos o episódio da Noite de São Valentin, onde numa garagem, Al Capone eliminou seus concorrentes de uma só feita.

Resta saber se os brasileiros vão cair no conto do governador “eficiente” de São Paulo alagada, de obras superfaturadas, de uma elite fantasmagórica e fétida que pretende numa simples assinatura de “escritura” mudar a grafia da palavra BRASIL para BRAZIL.

Foi o que FHC começou a fazer é o que Serra quer terminar…

E foi fazer o acerto final longe dos holofotes (e das algemas), numa conferência onde se buscava uma solução, ou um caminho para salvar o planeta da devastação do “progresso” capitalista.

É o jeito deles, passam um filme bonitinho, mas são ordinários. Cínicos à perfeição.

*Laerte Braga é jornalista.

**Fonte: Blog Vi o Mundo http://www.viomundo.com.br/

(Pescado do blog do Júlio Garcia)



Escrito por missioneiro às 17h46
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Entrevista de FK

 








Tese da polarização no Estado é um truque, avalia Koutzii

Porto Alegre/RS - O ex-deputado estadual Flavio Koutzii (PT) entende que o discurso de que há uma eterna polarização no Estado entre governo e oposição serve como um truque, já que não se analisa o conteúdo da disputa. Ele interpreta ainda que essa tese está sendo reforçada para preparar a candidatura do peemedebista José Fogaça (PMDB) ao Palácio Piratini. “O senador Pedro Simon (PMDB) retomou esse discurso e o da necessidade de pacificação no Rio Grande do Sul”, observa.

Flávio Koutzii (foto) aponta que a função de “pacificador” para Fogaça seria inadequada, porque o prefeito da Capital “pertence ao mesmo bloco de Yeda Crusius (PSDB)”. E também porque “as turbulências no Piratini surgiram dentro do próprio governo e não pela ‘pequena’ oposição”.

Leia a seguir a íntegra da entrevista concedida por Flávio Koutzii aos jornalistas Guilherme Kolling e João Egydio Gamboa, do Jornal do Comércio de Porto Alegre:

Jornal do Comércio - O cenário da disputa ao Piratini em 2010 tem a governadora Yeda Crusius, o ministro da Justiça, Tarso Genro (PT), e o prefeito da Capital, José Fogaça. Qual sua avaliação?

Flavio Koutzii - Com Tarso temos um candidato qualificado, com chances importantes. A candidatura de Yeda é ligeiramente inacreditável. Não estou dizendo isso porque acho o governo dela muito ruim, mas porque é o pior dos governos desse bloco. Fogaça, evidentemente, é o candidato mais forte.

JC - Quando o senhor fala em bloco...

Koutzii - Não acho que o governo de (Alceu) Collares (PDT) seja deste bloco que agora está aí. Tinha peculiaridades. Mas o governo (Antonio) Britto (PMDB), o governo Yeda e o governo (Germano) Rigotto (PMDB) são. Não digo que são iguais, porque seriam comparações inúteis e até injustas em alguns casos, mas são do mesmo bloco.

JC - Como será o embate?

Koutzii - Há algumas ideias cultivadas. Por exemplo, o senador Pedro Simon - respeitado e tudo mais, mas que tem escancarado uma opinião “acima do Mampituba” e outra para nós, uma conivência que considero indecente - dizia na segunda-feira passada que Fogaça vem para pacificar. Pergunto: para pacificar o quê, cara pálida? Porque toda a turbulência que há no Rio Grande do Sul vem a partir do próprio governo, em que eles (PMDB) ainda estão. Pacificar o quê? A existência de uma pequena oposição, que tem dez deputados (PT), mais o PCdoB na Assembleia?

JC - O governo diz que a oposição é raivosa.

Koutzii - O que o governo diz é conversa para tentar bloquear a evidência de que é um governo comprometido com a corrupção. E, frente à evidência da corrupção, ele (governo) confirmou os partidos e as direções políticas que têm a ver com isso: pega do PP Otomar Vivan, que vai ser chefe da Casa Civil para organizar, e o PMDB faz um debate interno - que a imprensa revela - e decide ficar no governo. Então, eles têm, pelo menos, três anos nesse governo. Estão (envolvidos com a atual gestão) até o pescoço, na minha opinião. Não só por algumas individualidades, mas por esse gesto político. Para mim, uma das coisas mais importantes é a história da CPI.

JC - O que tem a CPI?

Koutzii - A CPI está paralisada porque oito deputados de 12 não aparecem mais. Mas não aparecem não porque sejam vagabundos. Não aparecem porque são militantes coniventes e cúmplices dos temas em que eles impedem que seja aprofundada a investigação. E não foi alguém da Assembleia Legislativa que desencavou um tema e chegou a uma CPI. Temas profundamente investigados durante dois anos e meio, nos rigores da lei, com as técnicas que a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) têm dão base ao desenvolvimento da CPI. Isso é um escândalo! A escolha foi botar a CPI no freezer, esterilizá-la ao máximo. Portanto, todos esses deputados estão associados a esse processo.

JC - A alegação é que a CPI não apresenta fatos novos.

Koutzii - Isso é inaceitável. Na CPI do Detran, todos que iam testemunhar se negavam a falar, orientados pelos seus advogados. Nessa, não foi possível sequer trazer as testemunhas, à exceção do ex-diretor do Detran (Sérgio) Buchmann, que eles queriam arrebentar e o Palácio autorizou. Fora isso, nada.

JC - E esse apoio dos partidos da base?

Koutzii - Está se aproximando o período eleitoral e acabou havendo uma solidariedade geral. Todo esse bloco - o mesmo que apoiou Britto, o mesmo que apoiou Rigotto, o mesmo que conseguiu derrotar o PT na prefeitura de Porto Alegre - tira interpretações da sociedade gaúcha, onde o tema da polarização, da disputa governo-oposição, é sempre evocado. Mas nunca se fala sobre os conteúdos. Isso virou um truque. Um truque hábil para dizer: nós somos os pacificadores.

JC - Fogaça pode se cacifar como novo “pacificador”?

Koutzii - Mas ele é dessa turma (do governo)... A estratégia da pacificação foi brilhantemente encarnada pela candidatura Rigotto (em 2002), até porque ele tinha muito a ver com a proposta, era um cara de diálogo e conseguiu isso. Assim como Fogaça (em 2004) - para quem eu gostaria de dar o kikito de melhor achado de publicidade, que foi aquele “fica o que está bom e muda o que está ruim”, genial do ponto de vista de síntese, hábil, enganoso - funcionou. Mas agora o tema da pacificação está sendo forçado.

JC - Como?

Koutzii - O presidente da Federasul (José Paulo Dornelles Cairoli), na cerimônia do Prêmio Líderes e Vencedores, fez um discurso, breve, e disse, não por acaso, que a responsabilidade pela crise do Rio Grande do Sul é da situação e da oposição. Como é possível dizer isso? Não conseguem nem colocar uma CPI para funcionar com eficácia, porque não tem base institucional dentro da Assembleia. Então esse negócio de pacificação não cabe, não tem nada que ver com a realidade hoje.

JC - Em 2006, o senhor disse que o presidente Lula era a Geni da mídia. Também diria que a governadora sofreu uma surra midiática?

Koutzii - Não, ela sofreu denúncias de pessoas que estão no governo dela. E a imprensa noticiou os fatos relevantes, colocou os temas que a PF e o MPF evidenciaram por investigações. As coisas foram postas pela imprensa, mas a partir de um certo momento estabilizam-se.

JC - De que forma?

Koutzii - Como se dissesse: “se nós continuarmos indo adiante e os articulistas de opinião seguirem pressionando, ela (Yeda) vai cair”. Com uma aliança, ela se manteve e conseguiu manter partidos importantes, criando uma espécie de solidariedade de ferro, à prova de qualquer tema e qualquer indício. A devida responsabilização da governadora não foi adiante porque isso iria afundar o bloco de alianças que a sustenta. O “tombo” foi até um determinado ponto. Grandes famílias políticas de líderes que há 20 anos apitam muito no Estado, todos eles estão enterrados nessa história. E representam frações muito importantes de seus partidos. A CPI foi paralisada e, apesar do esforço heroico que está sendo feito, ficou contida. E a imprensa não vai acima disso. Como fui chefe da Casa Civil do governo Olívio e vi o que aconteceu com a CPI, dita, da Segurança, comparando, é um escândalo.

JC - Qual sua análise da perda de espaço do PT eleitoralmente no Estado? Fala-se do isolamento do partido.

Koutzii - Isso virou um dos mantras, tanto do jornalismo quanto de uma parte do próprio PT, como um jeito de condicionar o pensamento óbvio. Há uma crise da ética e de pensamento político. Está tudo amassado por essa lógica, é tudo maniqueísta, totalmente bom ou ruim...

JC - O partido já aprovou aqui no Estado alianças com PSB, PCdoB e PDT para as eleições 2010. Tarso fala até em abrir o leque ao PTB.

Koutzii - Pelo que ele diz e pelo modelo nacional, é óbvio que está aberto. Tenho minhas opiniões sobre isso. Mas essas simplificações (sobre o isolamento do PT) são meio que armadilhas. Então, tudo que fizemos nos levou ao isolamento. Só que antes nos levou a 300 vitórias e a um peso inquestionável nesse Estado. Mas esta pauta de ampliação de alianças é legítima, há no governo federal, acho até que é um governo dominantemente PT-PMDB, só que Lula tem papel protagônico e central.

JC - Por que o senhor desistiu de concorrer às eleições em 2006?

Koutzii - Queria registrar minha inconformidade com as circunstâncias de 2005 e 2006, que envolveram o mensalão e aquela crise. Estava marcando uma posição sobre o próprio partido, sem sair dele. Tinha como quase certa minha eleição, essa questão não era nada fácil. Escolhi esse caminho porque não queria fazer críticas que me pareciam pertinentes e, ao mesmo tempo, dizer para as pessoas que poderiam votar em mim, “que sou bacana e legal”.

JC - Como o senhor avalia o quadro político nacional?

Koutzii - Primeiro, está claro que, do ponto de vista do que eram os nossos ideais no PT há dez anos, algumas bandeiras ficaram pelo caminho. Do ponto de vista da realidade política e social, considero o segundo governo Lula melhor que o primeiro, e a segunda parte do segundo governo melhor do que a primeira parte do segundo.

JC - Por quê?

Koutzii - Pelas realizações. Nos primeiros três anos, a ênfase da área econômica era tentar controlar a transição, evitar algumas bombas que estavam impostas pelo modelo seguido até então. E a inflexão da equipe do (ex-ministro da Economia Antonio) Palocci e aquela crise acabaram trazendo uma renovação obrigatória na equipe econômica e na Casa Civil. Foi quando a pauta passou da estabilização para uma perspectiva de desenvolvimento. Então, vamos ter Dilma (Rousseff) com suas qualidades enormes, tanto técnicas quanto políticas - li a entrevista de (Carlos) Araújo (segunda-feira passada, no Jornal do Comércio), está bem aquilo ali: ela fez política desde os 18 anos, tem experiência, e conhece tecnicamente os temas importantes, como energia e desenvolvimento. Não dá para comparar seu perfil com o de Lula, que, na presidência, já entrou para a história do País e tem, inclusive, protagonismo internacional.

JC - A política internacional do País recebe críticas por ações como Honduras...

Koutzii - A direita brasileira acha a política internacional de Lula desastrosa. Eu acho extraordinária. Lula se transformou em um interlocutor mundial. E nunca se reconheceu que era interessante para o Brasil ter mais peso no tabuleiro. Como dizer que foi um erro a história de Honduras? Foi um grande acerto. O crime foi o golpe militar. Mas a metade da universidade - os preferidos que, aliás, são sempre os mesmos, chamados especialistas - considera que foi um erro extraordinário.

JC - E a mídia?

Koutzii - Frente à crise de 2005 e 2006 (mensalão) e outros episódios com outros protagonistas - que não pararam de acontecer, ao serem descobertos pela PF -, aconteceu um processo interessante: a colocação no tabuleiro político da ética. Está posto por quem? Pela aliança conservadora e poderosíssima PSDB-DEM, que tem o seu centro político mais dinâmico, criador de pauta, nos grandes impérios midiáticos: Folha, Estadão, O Globo, TV Globo e Veja. A grande imprensa nacional compensa e, na verdade, já passou na frente da fragilidade relativa do PSDB e do DEM. O problema é que o que eles queriam venceu e foi hegemônico na década de 1990, com Fernando Collor e, depois, com Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Existe uma oposição no Brasil, mas ela não tem bandeira.

JC - O senhor quer dizer que o problema da ética é pautado por DEM e PSDB?

Koutzii - Pela imprensa em primeiro lugar. Esses grupos que nominei têm a linha de frente das iniciativas e das pautas. Esses dois partidos e seus aliados atiram para cada lado. E repercutem, dão vida à sua presença de oposicionistas com essa bandeira. Eles, que foram vitoriosos eleitoralmente, hegemônicos nas ideias e propostas na década de 1990, não têm mais isso. Então, como não têm essa proposta, precisam de outra que a substitua.

JC - E esse caso do DEM no Distrito Federal não pode quebrar um pouco esse paradigma da ética, tendo em vista que ele vira vidraça?

Koutzii - Torna-se vidraça. Mas estou falando dos últimos cinco anos, isso foi ocupando o tabuleiro do cenário político com grande eficácia. Ou seja, fragilizar esse governo (Lula) sem apresentar propostas melhores do que as do governo.

JC - Como o senhor projeta a disputa pelo Planalto?

Koutzii - A transferência de votos de Lula é um desafio difícil. Mas sei que a candidatura desse governo tem enormes possibilidades. O grande desafio é estabelecer as ligações entre as realizações importantes e o candidato. Acredito que Dilma ganha (a eleição), seja quem for o adversário (José Serra ou Aécio Neves, do PSDB). Mas não é uma vitória fácil.

JC - A estratégia do PT é fazer uma comparação entre os dois ciclos de oito anos de governo Lula e FHC?

Koutzii - Não conheço a estratégia eleitoral do PT, mas esse é um elemento impossível de não ser apresentado, até porque os números são espantosamente favoráveis a Lula. Se as pessoas perceberem mais, e o ano eleitoral ajuda, qual é o cenário que está em jogo, que é a unilateralização do tema ética e, com isso, o biombo que oculta as não propostas... Sempre que dou exemplo, digo que enfrentei o governo Britto. Era um governo que tinha proposta com início, meio e fim. Uma coisa é não estar de acordo, outra coisa é não ter proposta.

JC - Não há?

Koutzii - O principal que eles tinham a propor propuseram, a sociedade seguiu, os elegeu, eles fizeram mudanças - a diminuição do aparelho do Estado, privatizações, aplicaram a receita, o Consenso de Washington. Então, teriam que dizer o que fizeram lá - e pode ver que o recente artigo do FHC sobre isso gerou mal-estar entre os tucanos.

*Fonte: sítio do Jornal do Comércio http://jcrs.uol.com.br

**Pescado do Blog do Júlio Garcia - http://jcsgarcia.blogspot.com/



Escrito por missioneiro às 13h16
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Crônica

Eu Acredito em Papai Noel, Yeda Crusius, Marco Peixoto e Expresso Ilustrado

Alessandro Reiffer* escreve:
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Como o Natal está chegando, quero, agora, solenemente, afirmar que acredito no Papai Noel. Sim, é verdade. Ele trouxe-me vários presentes quando eu era criança. Alguns invejosos insistem em tentar fazer-me crer que era meu pai vestido de Papai Noel, mas não... Era o bom velhinho sim! Eu apenas ainda não descobri de onde ele conseguiu os presentes, mas estou certo que vou descobrir em breve, pois pretendo adicionar o Papai Noel no msn, ou no orkut, se ele não quiser me passar o msn.

E além do Papai Noel, acredito na nossa querida governadora Yeda Crusius, sempre tão sincera, bondosa, pacífica e amiga do funcionalismo. Dizem que ela comprou uma casinha com dinheiro de campanha, que participou ou encobriu esquemas de corrupção, mas eu duvido. Para mim, que tenho um imenso coração sempre pronto a perdoar os erros humanos e perdoo os que falam mal da governadora, a Dona Yeda não fez nada disso, muito pelo contrário, ela está se sacrificando para colocar o Estado em equilíbrio e para acabar com as farras dos professores, esses desabusados, preguiçosos, que só sabem reclamar. Tudo bem, admito que não vejo equilíbrio em parte alguma no Estado, mas a culpa é minha. Eu fico só na internet e não acompanho os jornais. E na internet dizem que o aumento para os professores dado pela governadora é uma farsa. Mas que absurdo! Essa gente nunca está contente com nada. Querem decerto ganhar uns dois mil por mês! Só para dar umas aulinhas bestas para uns aluninhos que já sabem tudo? Pobre da governadora, só ela para aguentar tanta chateação. É uma santa!


E santo também é o deputado Marco Peixoto, grande homem, eu me orgulho de ser santiaguense como ele, e para mim tudo o que ele diz é verdade, pois eu o conheço, é um gaúcho do pampa, um homem de confiança, que honra o fio do bigode, mesmo que ele não tenha bigode. Ele não mente nunca! Isso é fato. Agora não queriam que ele fosse conselheiro do Tribunal de Contas do Estado... Mas por quê? Dizem que ele está ou esteve envolvido em algumas coisinhas meio ilegais, algumas continhas meio obscuras, uns envolvimentozinhos meio feinhos, mas isso quem é que não tem? Tais coisas é que deixam a vida emocionante. Mas mesmo assim, estou certo que ele não tem envolvimento nenhum. Sabem por quê? Por que ele já chegou a chorar no plenário. Que homem santo! Não te preocupa, estou contigo, Marcão! Mas quando eu te pedir, vê se me ajuda, né!


E acredito no jornal Expresso Ilustrado como um veículo de informação absolutamente confiável, que jamais omitiria uma informação da população santiaguense. Assim, se o deputado Marco Peixoto, ou qualquer outra pessoa, tivesse algum podre, todos nós já saberíamos. Estou absolutamente certo de que o ilibado jornal Expresso Ilustrado divulgaria. Tal jornal é a fina flor da sociedade santiaguense, e nele não há lugar para omissões, puxa-saquismos ou censuras. Sim, jamais alguém, seja quem for, será censurado por este jornal, baluarte e símbolo da democracia brasileira. Por mais que alguém diga certas verdades inconvenientes que não estão de acordo com a orientação deste pomposo veículo de imprensa, o que é absolutamente normal dentro do estado democrático, ele sempre permitirá a livre expressão humana em suas páginas. E viva Santiago!


Finalmente, acredito que todos os que acima mencionei, dentro de 50 anos, serão lembrados como grandes filhos da humanidade, terão suas vidas estudadas nas escolas e seus feitos glorificados aos quatro ventos.


Ah, e o Coelhinho da Páscoa está aqui comigo agora. Quem disse que ele não existe? Quem quer um ovinho?
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*Professor, poeta, cronista e contista. Reside em  Santiago/RS. Editor do blogue http://artedofim.blogspot.com/


Escrito por missioneiro às 19h52
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TCE

 




 

 

 

 

 

 

 

 

*Charge do Kayser



Escrito por missioneiro às 14h41
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Polêmica no TCE

 

Denúncia em Santiago embasou representação contra  dep. Marco Peixoto 

Do blog Direto da Fonte: Um caso rumoroso que ocorreu em Santiago, em 2003, também foi usado como argumento pelo procurador-geral do Ministério Público de Contas para pedir a suspensão da posse do deputado Marco Peixoto (PP) como conselheiro do TCE, na quarta-feira. A denúncia envolve o desvio de quase R$ 20 mil em verbas assistenciais distribuídas pelo parlamentar, entre 1999 e 2001. O valor só não é maior porque R$ 23.869,29  foram devolvidos aos cofres da Assembléia por associações de bairros de Santiago.

Seis anos após denúncia do Ministério Público, ninguém foi punido pelo desvio. Os recursos haviam sido destinados por Marco Peixoto a associações de bairros de Santiago. Na época, houve divergência entre três promotores da cidade e a procuradoria-geral de Justiça quanto ao envolvimento do parlamentar no caso.

Segundo registro feito em ata pela União de Bairros de Santiago em 2001, a entidade recebeu um total de 23 mil reais da Assembléia Legislativa, liberados pelo gabinete do deputado Marco Peixoto, mas R$ 15.590,00 reais teriam sido devolvidos ao "diretório" do parlamentar. Numa gravação divulgada à època pela RBSTV, o então presidente da associação, Astrogildo Oliveira, hoje falecido, admitiu que o dinheiro teria sido emprestado ao deputado, que devolveria os valores assim assim que pudesse.

Em depoimento ao Ministério Público, o então secretário da União de Bairros de Santiago, NIlton Falcão Lopes,  confirmou que a a verba foi devolvida ao deputado, através do motorista de Marco Peixoto, Valtair Machado. Conforme as apurações, notas fiscais frias foram usadas para prestar contas do dinheiro desviado à Assembléia Legislativa.

Outra verba, de R$ 9.700,00,  destinada pelo deputado à associação de moradores do bairro Belizário de Souza, em Santiago, teria sido devolvida pela entidade ao motorista do deputado, Valtair Machado. Em seguida, em jantar no seu escritório, o deputado nomeado como conselheiro do Tribunal de Contas teria distribuído parte da verba da assembléia "para quem ele quis", segundo o MP.

Por isso, os promotores da época concluíram que "o deputado Marco Peixoto, seu assessor Valtair e demais companheiros fizeram uso indevido do dinheiro público. Eles teriam violado os princípios da honestidade e lealdade para com o poder legislativo".

Os promotores, então, pediram à justiça que o parlamentar devolvesse os valores. Solicitaram ainda a perda da função pública e dos direitos políticos por dez anos.  Assim, ele só poderia ser denunciado pelo procurador-geral. 

No entanto, o então procurador-geral da Justiça Cláudio Barros Silva pediu o arquivamento do caso por entender que não havia provas do envolvimento de Marco Peixoto. Os promotores de Santiago, então, decidiram refazer a ação e denunciaram todos os outros acusados, menos o parlamentar.

A ação foi aceita pela Justiça de Santiago.  Segundo o juiz Rafael Peixoto, responsável pelo processo, os primeiros depoimentos serão marcados para a segunda quinzena de março de 2010.

Nesta segunda-feira, o procurador-geral do Ministério Público de Contas, Geraldo Dacamino, ingressou com representação no TCE pedindo a suspensão da posse de Peixoto. Além da denúncia de Santiago, citou ainda as escutas da operação Rodin e a reportagem exibida pela RBSTV na sexta-feira, em uma ex-cunhada afirmou ser "laranja" do deputado numa empresa de engenharia.

Os conselheiros do TCE devem decidir nesta terça-feira se acatam o pedido do procurador.

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br



Escrito por missioneiro às 23h31
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'Não dá para ser feliz sozinho'

 

ESTOU SOB TIROTEIO CERRADO

Ruy Gessinger* escreve:

Não sei por que, mas agora me lembrei daquela piada suja em que o cara pede que acendam a luz de novo, porque naquele bacanal, ele foi vítima umas dez vezes e não conseguiu vitimar ninguém.

Amigos meus, de todos os quadrantes, querem me enquadrar, me patrulham, alegam que estou com frêmitos esquerdistas.

Por que eles agem assim?

Porque eles são pequenos proprietários rurais, e ” se acham”; são pequenos burgueses, tem casa em Atlântida, viajam pras Europas e Bahia de vez em quando, tem alguma reputação e tem medo de perder o que têm.


Então tá, amiguinhos.


Primeiro: quem tem, no RGS, uns 3 mil hectares, é pequeno produtor. Tem uns quatro tratores ( 400 mil), uma colheitadeira ( 800 mil), um caminhão ( 150 mil) , uns 6 empregados, e uma baita dívida no Banco.
E aí: o que é isso perto daquele monte de dinheiro das licitações fraudulentas? Tem medo de perder seus hectarezinhos? Tem medo que, com melhor distribuição de renda, a coisa vai piorar? Você também está no meio daqueles que os sacanas saqueiam!!.Você está longe de ser um cara rico. Acorda, otário!

Você tem casa em Torres ou Atlântida. Grande bosta. Quanto vale essa casa: um milhão? Isso é troco perto do que se esvai pelos cofres públicos. E mais: tu és muito trouxa de imobilizar uma grana dessas para só aproveitar por dois meses ao ano, ouvindo carros de som, barulho dos vizinhos, esgotos a céu aberto e uma administração municipal duvidosa.

Tá. Do que tu tens medo ainda, meu companheiro profissional liberal? Não sacaste que, do jeito que a coisa vai, com esse montão de mulheres parindo 10 filhos cada uma, nas favelas, não vais completar 40 anos e vais morrer num tiroteio ou num assalto? Então: o que é melhor: deixar assim e tu ficares morando numa casa murada, ou num condomínio fechado ( supremo ridículo ) na praia, cagado de medo, ou concordares que é hora de repensar?

Não dá para ser feliz sozinho. Essas diferenças abissais de ganhos não têm explicação. E não te preocupes, mano velho. Primeiro vão deixar o pelego na cerca os graúdos que não explicam suas fortunas. Azar deles. Nós não estamos nessa. Quem acorda cedo merece ganhar mais; quem poupa merece uma vida melhor; quem estuda chega lá.


Mas, para isso, é preciso que na linha de largada estejam todos em pé de igualdade.


Só o acesso ao saber, público e de qualidade, nos salvará.

*Ruy Armando Gessinger é Desembargador aposentado, produtor rural e advogado.

**Fonte: http://blog.gessinger.com.br/

 



Escrito por missioneiro às 11h26
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Governo Fogaça e empresários: 'Ligações perigosas'

 

 Áudios agravam suspeitas sobre licitações do Programa Socioambiental de Porto Alegre

Mostram também que, em 12 de maio de 2008, dia da divulgação das empresas que seriam habilitadas a participar da licitação, o secretário da Fazenda e o empresário combinaram quem ficaria a frente do processo. Nas conversas entre empresários, há menção sobre o pagamento de um percentual (1,25%) para o “lado de lá”, para o PM mais especificamente. O presidente da Associação Gaúcha de Obras de Saneamento, Odilon Menezes, lembra Marco Antonio Camino do tema de uma reunião da qual este iria participar: “Nós achamos que não ficou claro o combinado com o lado de lá. Era 1,25 com o PM. E deu aquele stress porque tem empresa que tá ofertando outra coisa.”

As conversas envolvem o secretário da Fazenda, Cristiano Tatsch, e também o diretor do DMAE, Flávio Presser, citado por Tatsch como conhecedor das negociações. (Por Marco Weissheimer, do RS Urgente)



Escrito por missioneiro às 17h36
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PT Porto Alegre/RS

 

Registros de  domingo em Porto Alegre

*  Neste  domingo, 6 de dezembro, ocorreu o segundo turno das eleições  internas do Partido dos Trabalhadores de Porto Alegre. Os vereadores Adeli Sell e Carlos Todeschini  realizaram uma disputa acirrada, sagrando-se, ao final,  vencedor o companheiro  Adeli Sell, que  será presidente da sigla pelos próximos três anos na capital dos gaúchos.  Adeli contabilizou 1.468 votos, contra 1.398 votos de Todeschini.

 

***
* Atendendo especial convite do meu amigo e camarada  de longa data, vereador Adeli Sell, estive durante todo o domingo na capital gaúcha acompanhando o pleito petista. Estive participando do  ato político  (no DM municipal da Av. João Pessoa) comandado pelo atual presidente Marcelo Danéris, durante café da manhã com os dois candidatos.

 

***

 

* Estavam também presentes o deputado Adão Villaverde, a vereadora Sofia Cavedon, o ex-presidente estadual do PT, comp. Júlio Quadros (também ex-pres. da CGTEE), e o companheiro Paulo Ferreira (que, para quem não sabe, é também santiaguense), Secretário de Finanças e Planejamento do PT Nacional. Depois do 'café', acompanhei o Adeli nas visitas às várias zonais do partido durante todo o dia. Estive com ele durante a apuração dos votos e, após, na confraternização (foto acima) pela vitória, que reuniu dezenas de companheiros no excelente Restaurante Via Imperatore, na Rua da República, Cidade Baixa. (Júlio Garcia)



Escrito por missioneiro às 11h02
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Methodus: 'Confiabilidade Zero'

 

O vício de origem das pesquisas eleitorais




Confiabilidade zero

*Por Cristóvão Feil

Não dou o crédito equivalente a uma moeda de cinco centavos a esse Instituto Methodus, que realiza o que chama de "pesquisa" para saber quem está ponteando a corrida eleitoral de 2010.

Não só esse instituto, outros também. Não merecem crédito. Essas pesquisas não são confiáveis. Os critérios e o ferramental usados por todas essas entidades de "pesquisa" são inadequados e falhos. O resultado é um arranjo harmônico entre o que se chama de "bom-senso" (seja lá o que isso signifique) e um cálculo tendencioso orientado por modelinhos pré-formatados a partir do padrão de consumo dos entrevistados. É de bom senso colocar o pré-candidato Tarso Genro em primeiro lugar, logo, coloca-se Tarso Genro em primeiro lugar. Muito bem, combina com a derrocada do yedismo de fracassos e converge para o que o imaginário popular suspeita para um cenário presente e futuro do Estado.

Mas isso não invalida, só reforça a fragilidade dessas "pesquisas". A matriz dos modelos de cálculos para aferição de tendência eleitoral é a mesma matriz usada para sondar a preferência das donas de casa pelo sabão em pó, por exemplo. Vamos admitir que são universos bem distintos. Um processo eleitoral pertence à esfera da política. Um produto de varejo pertence à esfera do consumo de mercadorias. No entanto, essas instituições de pesquisa seguem usando a mesma matriz , os mesmos modelos para examinar fenômenos absolutamente distintos.

Ademais, quem pode confiar numa entidade cujo garoto-propaganda é o senhor Denis Lerrer Rosenfield, reconhecido intelectual orgânico da direita guasca?

*Sociólogo, editor do Blog Diário Gauche

O fac-símile do vídeo comercial-promocional do Instituto Methodus foi obtido no próprio portal web da empresa.

http://www.diariogauche.blogspot.com/



Escrito por missioneiro às 08h53
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Greve do CPERS

 

Professores estaduais decidem entrar em greve

Os professores da rede pública estadual decidiram entrar em greve a partir da próxima terça-feira (15) para impedir que a Assembleia Legislativa aprove os projetos de alterações nos planos de carreira enviados pela governadora Yeda Crusius. Milhares de professores e funcionários de escola participaram na tarde desta quarta-feira (9) da assembleia geral no Gigantinho, convocada pelo CPERS/Sindicato, e depois dirigiram-se à Praça da Matriz acompanhados por outras categorias de servidores. Ao final da tarde, iniciaram uma manifestação em frente ao Palácio Piratini.

Se o governo recuar e arquivar os projetos, o magistério fará nova assembleia no dia 15 para avaliar os rumos da paralisação. (
Por Denise Ritter, do sítio PTSul) 

Foto: Adriano Marcello 



Escrito por missioneiro às 23h11
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PT/Porto Alegre

 





Adeli Sell vence as eleições para Presidente do PT de Porto Alegre

Porto Alegre/RS - O Partido dos Trabalhadores de Porto Alegre já tem novo presidente eleito: o vencedor do disputado pleito hoje realizado na capital gaúcha é vereador Adeli Sell,  que contabilizou 1.468 (51,22%) votos. O também vereador Carlos Todeschini, que disputou com Adeli o segundo turno, recebeu 1.398 (48,78 %) votos.

'Serei o presidente da unidade do PT' disse o vereador Adeli Sell durante o emocionado discurso que proferiu após a oficialização do resultado, realizado pelo atual presidente, o ex-vereador Marcelo Danéris, na sede municipal da Av. João Pessoa, completamente lotada pela militância partidária.

Adeli concederá, no decorrer da semana, entrevista ao blog avaliando a disputa interna petista, seus desdobramentos, bem como a conjuntura municipal, estadual e nacional e detalhando suas futuras ações quando assumir como presidente do PT portoalegrense. A posse da nova direção está marcada para março de 2010.

Fonte: Blog do Júlio Garcia - http://jcsgarcia.blogspot.com/



Escrito por missioneiro às 13h36
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Tribunal da Carochinha

 

*Charge do Kayser



Escrito por missioneiro às 20h55
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PiG, PED, Adeli...

 

    

Crítica & Autocrítica – nº  61

 

* Para  quem achava que já tinha visto toda a baixaria que o PiG  (Partido da Imprensa Golpista) poderia fazer contra o  PT e o presidente Lula  (especialmente após o infame artigo do César Benjamin na Folha de São Paulo, semana passada, que mereceu o repúdio de todos os jornalistas e formadores de opinião que tem um mínimo de dignidade e de ética  neste país), se enganou. Pois a Globo  e seus satélites, como é o caso da  RBS (claro, não poderia ficar de fora das ‘baixarias’  a Vênus platinada!) editou e distorceu entrevista que o  presidente  Lula concedeu, quando de viagem ao exterior,  sobre  o flagra  da Polícia Federal no pessoal do Demo & Cia (pegos com a boca na botija), em Brasília.

 

* E o pior é que até alguns jornalistas e blogueiros sérios,  mas seguramente mal informados (?!),   entraram nessa. Quem desejar ver realmente o que o presidente Lula falou (condenando, obviamente) a maracutaia de Arruda e correligionários  do DEM, PSDB, PPS, dentre outros, leia  post abaixo ou  acesse este endereço: http://blog.planalto.gov.br/nao-foi-como-noticiado/

 

* O PT já definiu, no primeiro turno de suas eleições internas (PED, realizado em 22/11) os nomes de suas novas direções, na grande maioria dos municípios brasileiros, assim como nos estados. NO RS o comando ficará com o deputado Raul Pont. No país, com o ex-senador José Eduardo Dutra. Ambos apoiados  (com raras exceções) por composições internas ‘bastante amplas’ e heterogêneas, fugindo a tradição dos ‘blocos’ que, até há pouco tempo,  dividiam o partido entre autodenominadas correntes de ‘esquerda’ e de ‘direita’. Parece ser o fim de um ciclo...

 

* Como tinha informado em postagem anterior,  eu estava refletindo sobre a conveniência de manter ou não minha inscrição como pré-candidato à deputado estadual pelo PT nas próximas eleições,  incentivado  que fui por um grupo de amigos e companheiros.  Concluído o período de reflexão (que não poderia durar ad infinitum!), decidi que vou priorizar a questão profissional e a conclusão da minha Pós-graduação em Direito do Estado, que estou fazendo no UniRitter, e que, portanto, não  mais serei  candidato   nestas eleições. Fico muito grato aos amigos e companheiros pelo apoio recebido até aqui.

 

*  No próximo domingo, 6 de dezembro, ocorre o segundo turno das eleições do Partido dos Trabalhadores de Porto Alegre Na oportunidade, os vereadores Adeli Sell e Carlos Todeschini estarão disputando qual dos dois será o presidente da sigla pelos próximos três anos na capital dos gaúchos.

* Com todo o respeito que tenho pelo companheiro Todeschini, se eu votasse na capital neste domingo (meu atual domicílio eleitoral é em Canoas), meu voto seria para o companheiro Adeli Sell.

* O motivo é facilmente explicável: conheço o Adeli Sell  (foto acima) há mais de trinta anos. Juntos, combatemos (ainda durante os nada saudosos 'anos de chumbo') pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita, pela redemocratização do Brasil, pelas Diretas Já, pelos direitos sonegados aos trabalhadores e à juventude, pelo Socialismo. Estivemos lado-a-lado na clandestinidade, nas greves, no movimento estudantil e sindical, nas passeatas e no enfrentamento com o aparato repressivo da ditadura militar.

* Estivemos juntos  também na fundação e no trabalho buscando a legalização e a organização do PT, na capital (quando integrei a primeira Executiva da 1ª Zonal do partido) e em dezenas de municípios do interior gaúcho (Santiago foi um deles). Naqueles tempos não era nada fácil ser petista.

 

* Fizemos 'dobrada' nas eleições de 1990 (praticamente sem recursos, com nossa 'cara & coragem'), ele candidato à deputado estadual, eu à federal.

* Aprendi, ao longo do tempo, a admirá-lo e a respeitá-lo cada vez mais e, mesmo que em alguns momentos tenhamos tido nossas divergências táticas dentro do partido (bem menores, à bem da verdade, do que nossas convergências), nossa amizade manteve-se firme, fortaleceu-se, nunca foi arranhada. O Adeli também não é só companheiro nas horas boas; é solidário, amigo e companheiro sobretudo nas horas difíceis. Isso faz a diferença.

* Voltando ao PED do PT: em Santiago, desta vez não houve disputa para a presidência do partido, tendo sido  eleito presidente do PT para o próximo triênio o ex-vereador Antônio da Rosa Bueno, em chapa única. Em Canoas,  o vencedor do pleito, por larga margem,   foi o advogado Ruben Pazzin, apoiado por uma ampla coalisão  representada  pelas correntes hegemônicas  na cidade como o Novo Grupo (do prefeito Jairo Jorge), o PT Amplo, a DS e a Ação Democrática (do dep. Marco Maia).   A Esquerda Democrática e  o  Movimento PT também apoiaram a candidatura de Pazzin.  (Por Júlio Garcia, especial para ‘O Boqueirão)



Escrito por missioneiro às 14h09
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