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CPI da Corrupção

CPI revela como funciona o esquema das fraudes em licitações de obras públicas no RS
Denúncias atingem também a Prefeitura de Porto Alegre
Porto Alegre/RS - A presidenta da CPI da Corrupção apresentou aos deputados nesta segunda-feira (30) à tarde uma explicação detalhada da forma de funcionamento do esquema montado por agentes públicos e empreiteiros para fraudar licitações. Stela Farias (PT) exibiu uma apresentação de Power Point com 57 lâminas com a síntese das principais obras que teriam sido fraudadas, os indícios de irregularidades e a lista dos mentores e dos principais operadores do esquema. “Mostramos a arquitetura do esquema fraudulento que avançou sobre o setor público gaúcho. Trata-se de uma organização criminosa com requintes empresariais e várias frentes de atuação”, resumiu a parlamentar.
Segundo a presidenta da comissão (foto acima), a estimativa é de que os contratos fraudados ultrapassem os R$ 350 milhões apontados pelo Ministério Público Federal. “Os contratos das obras somam mais de R$ 1,3 bilhão. Tudo indica que parte destes recursos tenha sido desviada para o caixa dois de campanhas, estruturas partidárias e para promover o enriquecimento ilícito dos integrantes do esquema”, assinalou.
Para a deputada, o esquema de fraudes em licitações de obras públicas tem diversas semelhanças com o montado para surrupiar recursos do Detran. “Há personagens comuns e, sobretudo, similaridade na forma de viabilizar o pagamento de propina. No caso das licitações de obras, há uma mistura de lavagem de dinheiro através de empresas laranjas e saque na boca do caixa”, apontou.
Obras fraudadas
Entre as obras que teriam sido fraudadas, segundo investigações da Polícia Federal, figura o Projeto Socioambiental (Pisa/Demae), da prefeitura de Porto Alegre. Orçadas em R$ 586 milhões, as licitações teriam sido direcionadas e as obras divididas para beneficiar empresas integrantes do esquema. “Esta é uma triste novidade que estamos trazendo ao conhecimento público. Há indícios muito fortes de que pelo menos R$ 230 milhões tenham sido alvos de fraudes”, revelou.
Conforme investigações da Polícia Federal, um grupo de empresários teve acesso ao Projeto Socioambiental meses antes do lançamento do certame. Além disso, os empreiteiros teriam definido o custo e superfaturado as obras. Um dos indícios de fraude seria uma gravação telefônica em que secretário e um empreiteiro combinam pagar 1,25% (do valor da fatura da obra) para o PM.
Com um orçamento de R$ 150 milhões, as licitações das barragens Jaguari e Taquarembó também teriam sido direcionadas. Disputadas entre dois grupos, as obras teriam sido divididas entre empresas do esquema por agentes políticos e empreiteiros. Interceptações telefônicas e de e-mails revelam que os empresários tiveram acesso aos editais meses antes da publicação e sugeriram alterações nos documentos para favorecer as empresas que representavam.
Na apresentação, Stela citou também fraudes em obras de estradas estaduais e federais. Obras no trecho entre Morrinhos e Mampituba (RSC 494), orçadas em R$ 15,9 milhões, teriam sido ativadas a partir da pressão de agentes políticos que, segundo as investigações, foram recompensados. Um telefonema entre um agente político e um empresário, interceptado pela PF em 17 de maio de 2008, revela a articulação para atender um grupo de deputados, apelidado de G8 por um dos interlocutores.
A licitação da RSC 471 também teria sido direcionada para favorecer empresas do esquema. O mesmo teria ocorrido com obras de saneamento em municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre.
De acordo com a Polícia Federal, a propina destinada aos agentes públicos era repassada em lotes de R$ 50 mil (em dinheiro vivo). Outra forma de pagamento era a destinação de percentuais sobre o valor do faturamento da obra. Numa das interceptações telefônicas, há um acerto para pagar um valor entre “2% e 2,5%” para determinado agente político.
Principais Personagens
Os pivôs das fraudes em licitações de obras públicas seriam o deputado federal Eliseu Padilha (PMDB), o ex-secretário de Canoas Chico Fraga, já denunciado por corrupção, formação de quadrilha e enriquecimento lícito, e o proprietário da Mac Engenharia, Marco Antônio Camino.
O deputado do PMDB é apontado pela PF como o “número 1 do esquema” e sócio oculto de uma das empresas envolvidas nas fraudes. Padilha teria participação direta no direcionamento de licitações. Chico Fraga teria atuado em todas as fases da fraude – ingerência política, direcionamento dos certames, cobrança e distribuição de propina.
Já o empresário Marco Antônio Camino seria um dos mentores do esquema e teria como operadores de seus interesses dois deputados federais, dois estaduais e outros agentes públicos.
A CPI identificou 15 pessoas, entre agentes públicos e privados, que atuariam como operadores das fraudes. Nesta categoria, figurariam o deputado estadual Alceu Moreira (PMDB), o deputado federal José Otávio Germano (PP) e os secretários Marco Alba, da Habitação, e Rogério Porto, da Irrigação. Também foram listadas Walna Meneses, ex-assessora especial da governadora, a lobista Neide Bernardes e Rosi Bernardes, ex-secretária adjunta de Obras.
No final da sessão, Stela afirmou que a CPI continua aberta para que os envolvidos nas fraudes apresentem suas explicações. (Por Olga Arnt, do sítio PTSul). *Do blog http://jcsgarcia.blogspot.com/
Escrito por missioneiro às 09h23
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De mal a pior...
Este texto é dedicado ao senador Pedro Simon. O espetáculo deprimente e constrangedor exibido hoje na Assembléia Legislativa, por ocasião da “sabatina” ao deputado Marco Peixoto (PP), indicado para assumir uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado, é mais um capítulo da novela que escancara a falência moral que assola o Rio Grande do Sul. Flagrado em conversas suspeitíssimas, nas investigações que apuram o desvio de milhões de reais dos cofres públicos, Peixoto foi para a sabatina com a certeza da impunidade. Certeza esta assegurada pela cumplicidade de seus colegas da base do governo Yeda Crusius (PSDB). A indicação de Peixoto foi aprovada por 9 votos a 2. Votaram a favor os seguintes deputados: Alexandre Postal (PMDB), Sandro Boka (PMDB), Adroaldo Loureiro (PDT), Silvana Covatti (PP), Pedro Pereira (PSDB), Pedro Westphalen (PP), Kalil Sehbe (PDT), Jorge Gobbi (PSDB) e Iradir Pietrosky (PTB). Votaram contra os deputados Daniel Bordignon e Adão Villaverde, do PT. Possivelmente, na noite desta quinta, o deputado Marco Peixoto e seus pares estejam festejando o grande feito. Foi um grande feito afinal. O deputado foi aprovado na sabatina mesmo sem saber responder perguntas relativas ao seu futuro trabalho no TCE. Foi aprovado também sem explicar aos seus colegas o significado de algumas enigmáticas expressões que empregou nas conversas com acusados de envolvimento na fraude do Detran. Quem é o campeão, deputado? Silêncio. Qual foi o livro que o sr. ganhou? Silêncio E os cadernos? Qual foi o destino deles? Silêncio. O silêncio eloqüente do futuro conselheiro anda de mãos dadas com o desprezo a alguns de seus deveres centrais como representante do povo. Como o dever da transparência, para citar apenas um. Mas o deputado Peixoto e seus pares, obviamente, não estão preocupados com isso. Afinal muito pouca gente acompanhou ao vivo o que ocorreu hoje na Assembléia. Talvez fosse outro o comportamento se os meios de comunicação de maior audiência no Estado transmitissem a sabatina ao vivo por rádio e TV. Mas isso, aparentemente, não é de interesse público. E assim vamos. Mais uma façanha que serve de modelo a toda terra e que será devidamente diluída no caldo de esquecimento e relativismo moral que fincou raízes na Província de São Pedro. O deputado Peixoto, é importante dizer, é apenas um medíocre coadjuvante nesta novela. Só faz o que faz porque conta com o apoio, a cumplicidade e a omissão das chamadas elites econômicas deste Estado. Nas últimas semanas, foram divulgados números sobre a decadência econômica do RS. Ouvidos, dirigentes de entidades como a Farsul e a Fiergs falaram sobre isso como se não tivessem nenhuma responsabilidade sobre a situação. No caso da Farsul, foi ainda mais grotesco. O eterno presidente da entidade (ditador, diriam alguns em outro cenário), Carlos Sperotto reagiu indignado a alguns números da Embrapa, dando conta de problemas no campo gaúcho. Contou com o apoio também indignado do jornalista que o entrevistava, Lasier Martins, segundo quem os números tinham mexido com os brios gaúchos. Pelo andar da carruagem, a única coisa que não mexe com os brios dessa brava gente é a falta de vergonha na cara. *Fonte: http://rsurgente.opsblog.org/
Escrito por missioneiro às 10h22
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Meio Ambiente

RS: Zoneamento da Silvicultura reduz plantio de eucalipto Porto Alegre (RS) - Agência Chasque - Depois de dois anos de debate e muita disputa, o Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) aprovou o Zoneamento Ambiental da Silvicultura (ZAS). A proposta, que foi a terceira apresentada sobre o tema, reduziu de cerca de 8 milhões para 3,5 milhões o número de hectares a ser ocupado pelo plantio de pínus e eucalipto. Também foi diminuído o tamanho dos maciços, ou seja a extensão das monoculturas, e aumentada a distância entre eles.
A bióloga e integrante da entidade ambientalista Inga, Maria Carmen Sestren Bastos, considera o zoneamento uma vitória dos ambientalistas. Entre os pontos positivos, ela destaca que o zoneamento terá validade por dois anos, dando tempo para que sejam feitos estudos a fim de aprimorar a proposta.
"Essa data de validade por dois anos vai servir para que neste período sejam feitas pesquisas, parâmetros científicos, para que o zoneamento seja refeito daqui a dois anos, uma nova proposta seja melhorada. Conseguimos ter propostas positivas, embora achamos que não tenha sido o melhor. Dentro do que estava sendo proposta pelas empresas e a Fiergs [Federação das Indústrias do RS] conseguimos avançar um pouco", diz.
O primeiro zoneamento foi apresentado em 2007 por técnicos da Fundação Zoobotânica, da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM) e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA). Ele limitou o plantio de pínus e eucalipto e proibiu a atividade em áreas de alta restrição, algumas no Pampa gaúcho, uma das regiões mais almejadas pelas papeleiras. O estudo recebeu críticas de ruralistas e das empresas de celulose, que o consideravam um empecilho à expansão do setor. Depois foi a vez das empresas apresentarem uma proposta no Consema com regras flexíveis e que estimulava a monocultura de pínus e eucalipto. A proposta empresarial recebeu críticas dos ambientalistas e fez com que o Ministério Público interviesse no zoneamento.
A legislação aprovada no Consema não manteve as áreas de alta restrição, como no Pampa, contido na proposta da Fundação Zoobotânica e da Fepam. Mas pelo menos, pondera Carmen, os ambientalistas conseguiram garantir que sejam plantadas monoculturas de até 40 hectares.
O principal desafio, agora, é conseguir que o zoneamento seja respeitado e que haja fiscalização por parte do governo.
"O zoneamento tem que ser respeitado. Assim como tem fiscalização das leis, tem que haver fiscalização em relação ao zoneamento", afirma.
O Zoneamento Ambiental da Silvicultura entra em vigor quando for publicado no Diário Oficial, o que deve ocorrer nos próximos dias. http://www.agenciachasque.com.br/
Escrito por missioneiro às 13h50
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Jornal JÁ!
A luta do jornal JÁ para sobreviver Luiz Cláudio Cunha escreveu um contundente artigo no Observatório de Imprensa relatando a dramática situação vivida pelo jornal JÁ, de Porto Alegre, e pelo seu diretor, o jornalista Elmar Bones. Alvo de dois processos movidos pela mãe do ex-governador Germano Rigotto, Julieta Vargas Rigotto, Bones foi condenado ao pagamento de uma indenização que hoje chega a R$ 54 mil. O motivo: a reportagem “O Caso Rigotto – Um golpe de US$ 65 milhões e duas mortes não esclarecidas”, publicada na edição n° 287, de em maio de 2001.A matéria, que ganhou o prêmio ARI (da Associação Riograndense de Imprensa) daquele ano e também o Prêmio Esso Regional, trata de uma fraude milionária na construção de 11 subestações da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), denunciada pelo Ministério Público e investigada em uma CPI na Assembléia gaúcha. Entre os investigados de envolvimento no caso estava Lindomar Rigotto, irmão do ex-governador gaúcho. Em seu artigo, Luiz Cláudio Cunha reconstitui o caso e denuncia, entre outras coisas, o silêncio da imprensa gaúcha e da Associação Riograndense de Imprensa sobre o tema: “Essa história incrível, contada sem peias pelo jornal nanico de Elmar Bones, parece também um segredo de imprensa. Nenhum dos grandes veículos de comunicação do Rio Grande do Sul recontou o caso, o mais vultoso entre os 200 processos abertos pelo Ministério Público nos últimos 15 anos. Menos atenção ainda provocaram as duras reações judiciais da família Rigotto, que podem matar o único jornal que se atreveu a jogar luz sobre a milionária treva financeira que se abateu sobre a CEEE”. O jornal JÁ acaba de lançar uma edição extraordinária que tem “A corrupção no Rio Grande do Sul” como tema de capa. A reportagem especial traz um resumo dos casos recentes e um histórico das CPIs no legislativo estadual – desde 1947, já foram 139 comissões parlamentares de inquérito, média de duas por ano em seis décadas. Segundo o jornal, estão em andamento no judiciário gaúcho mais de 200 Ações Civis Públicas ajuizadas pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, do Ministério Público Estadual. “A maior dessas ações, envolve a fraude em dois contratos para a construção de onze subestações de energia da CEEE, ocorrida em 1987, durante o governo Simon, e que em valores corrigidos chega a R$ 800 milhões, quase 20 vezes o prejuízo causado ao Detran/RS, conforme apuração da “Operação Rodin”, que incriminou 39 pessoas”. Nossa solidariedade ao jornalista Elmar Bones e a toda equipe do JÁ nesta luta. Fonte: http://rsurgente.opsblog.org/
Escrito por missioneiro às 17h52
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Marco Peixoto e o livro presenteado...

CPI divulga áudios de Marco Peixoto Do blog do jornalista André Machado, da Rádio Gaúcha e ZH: A sessão da CPI da Corrupção divulgou agora há pouco áudios de uma conversa entre o Antônio Dornéu Maciel, réu da Operação Rodin, e Marco Peixoto, deputado do PP indicado para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas. Na época Peixoto era o líder do partido. Os dois tratavam sobre as articulações envolvendo a CPI do Detran. O que será que significa este diálogo dentro do contexto? - Semana que vem os companheirinhos vão te chamar. Estão muito contentes contigo. Vão te dar um livro em homenagem a ti. A frase é dita por Maciel e Peixoto não esconde sua satisfação. Em outro diálogo, dias depois, Maciel pergunta se Peixoto foi bem tratado. - Honra ao mérito. Responde. E isto? O que será que significa? E falam do 'campeão' sem nunca dizer o nome *** Peixoto divulga nota sem explicações O deputado Marco Peixoto (PP) divulgou uma nota oficial onde reage à divulgação de áudios apresentados na sessão desta segunda-feira da CPI da Corrupção. O texto não traz nenhuma explicação sobre o conteúdo das gravações ou sobre 'livros' e 'honra ao mérito'. Abaixo a íntegra. Nota Oficial A respeito dos áudios apresentados na CPI da Assembleia Legislativa na tarde de hoje (23), afirmo que:
1. Parlamentares de oposição tentam, insistindo em repetir áudios já conhecidos pela população gaúcha, envolver vários deputados da base do Governo com a operação Rodin, com propósito midiático e eleitoral; 2. As gravações de conversas minhas com dirigentes partidários da época, são referentes a reuniões do Partido Progressista com a Governadora do Estado, preparando a votação que se avizinhava na Assembléia Legislativa dos projetos que compunham o chamado pacote de recuperação financeira do Estado do Rio Grande do Sul; 3. O cumprimento das minhas funções de líder da bancada daquele ano, me faziam estar no centro do debate e do aprimoramento do referidos projetos. Deputado Marco Peixoto Assembleia Legislativa do RS 23.11.2009
Escrito por missioneiro às 17h03
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Santiago/RS
PED do PT/Santiago
Do blog do Sérgio Marion: Filiados do Partido dos Trabalhadores de Santiago compareceram durante o dia 22 de Novembro das 09 às 17 horas na sede do partido, onde participaram do processo de Eleição Direta do PT (PED)/2009.
Os Petistas votaram para Presidente Nacional, Presidente Estadual e municipal, e chapas para o diretório de todas as instâncias. Em Santiago, o PT teve chapa única onde o Presidente eleito foi o ex-vereador Antônio Bueno juntamente com o diretório Municipal composto de 21 membros, comissão de ética e conselho fiscal.
O resultado da eleição das demais instâncias será anunciado em aproximadamente 5 dias, após o final da apuração dos votos.
Escrito por missioneiro às 17h00
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TOMA QUE O FILHO É TEU...
*Charge do Kayser
Escrito por missioneiro às 00h25
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PED - Porto Alegre

ADELI SELL PARA PRESIDENTE DO PT DE PORTO ALEGRE
'Estamos vivendo um período de importantes desafios para o PT. Este PED é, além de um momento para a radicalização da democracia interna no partido, uma oportunidade de constituirmos uma gestão que dê conta de devolver à sociedade porto-alegrense um partido fortalecido como sempre fomos.'
No próximo domingo, 22 de novembro, ocorrerão as eleições internas (o PED - Processo de Eleições Diretas) do Partido dos Trabalhadores. Na oportunidade serão eleitos os diretórios zonais, municipais, estaduais e o Diretório Nacional, bem como seus respectivos Presidentes e os delegados e delegadas ao IV Congresso Nacional do partido que ocorrerá no ano vindouro.
O vereador Adeli Sell (foto), fundador do PT, ex-Secretário Geral do partido no Estado, ex-Secretário Municipal do governo da Frente Popular, atualmente na sua quarta gestão como vereador da capital dos gaúchos, é um dos candidatos à Presidente do PT de Porto Alegre. Adeli lançou recentemente um Manifesto em seu blog, explicando os motivos de sua candidatura e convidando os companheiros e companheiras a engajarem-se na campanha. Leia a seguir:
"Apoiado e incentivado por vários petistas, me candidato a suceder o companheiro Danéris na Presidência do PT de Porto Alegre. Não se trata de vontade personalista, mas de convicção que meus quase trinta anos de militância no PT me dão condições de dirigir o partido, mesmo neste momento de dispersão política e militante e profundas e marcantes dificuldades materiais.
Este é mais um desafio para alguém que, há trinta anos, como professor e militante, contribuiu para que os trabalhadores da construção civil fizessem a sua maior e mais ousada greve por melhores condições de trabalho e salários dignos. Apesar de jovem, há já alguns anos estava na militância social, participando do Partido dos Trabalhadores desde seu nascedouro.
Tenho a mesma disposição, ousadia e coragem para assumir esta nova tarefa de quando assumi todas as outras, no passado. Sempre fui e continuarei sendo um militante dedicado às causas da democracia, da participação, da busca do bem comum.
Sei que teremos que bater de porta em porta para encontrar filiados que se afastaram. São aqueles que criticam nossas políticas e formas de organização, e por isso abandonaram os núcleos de base e deixaram de valorizar as setoriais. Que veem nas direções partidárias apenas representantes de mandados, onde não há espaço para filiados que não estejam alinhados com parlamentares; com gestores que não se alinham às grandes tendências do Partido.
Isto não será feito apenas por mim. É um processo ousado de inclusão de todos e todas nas mais variadas instâncias e espaços que temos ou que iremos criar. Tenho a convicção de que juntos iremos buscar alternativas para nossas lacunas; nada será estranho ou indiferente para mim, pois buscarei abrir espaços para muito trabalho compartilhado.
Por isso, convido a todos para essa retomada solidária, na busca de trilhas que nos conduzam de volta ao Piratini e ao Paço Municipal; que nos reconcilie com os mais variados segmentos sociais e nos coloque em dia com todas as pautas e agendas de demandas sociais, políticas e institucionais.
Um forte abraço do
Adeli Sell"
***
*Nota: O titular do blog manifesta seu apoio irrestrito, solidário e militante ao bravo amigo e companheiro Adeli Sell nessa caminhada pela - urgente e necessária - reoxigenação e democratização do PT. Sua história de lutas, coerência, combatividade e lucidez o qualificam para assumir e enfrentar os desafios inerentes à essa enorme responsabilidade partidária. (Júlio Garcia)
http://jcsgarcia.blogspot.com/
Escrito por missioneiro às 11h28
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Eleições na OAB/RS

Movimento Muda OAB - Chapa 3
* Nesta segunda-feira, dia 16 de novembro, acontecem as eleições para a nova direção da OAB/RS. O advogado Leonardo Kauer concorre pela chapa 3, tendo como candidata à vice a advogada Mônica Montanari. Segundo consta na apresentação da chapa 3, de oposição, "o Muda OAB é um movimento de advogados e advogadas que se constituiu em 2003, diante da compreensão que tinham em comum de que a Ordem precisava de uma renovação substancial, eis que os grupos políticos que vinham, e ainda vêm se alternando no poder da entidade, em pouco ou nada diferiam".
* A chapa 3 tem meu apoio irrestrito. Além da plataforma e da composição da chapa, que considero da melhor qualidade, o Dr Leonardo Kauer Zinn é um jovem advogado atuante, lúcido, combativo ... e meu amigo e ex-colega da Casa Civil. Trabalhamos juntos durante dois anos, sob a liderança do companheiro Flávio Koutzii, chefe da Casa Civil durante o saudoso governo Olívio Dutra, da Frente Popular, antes de eu integrar a Secretaria Especial do Interior (SEI), criada a partir da Subchefia para Assuntos do Interior da Casa Civil. A SEI foi extinta durante o (nada saudoso) governo Rigotto (PMDB). (Por Júlio Garcia)
***
Advogado Leonardo Kauer, candidato da Chapa 3, envia e-mail ao blog
Grande Julio Garcia!
Que prazer ter notícias tuas e saber que contamos com teu apoio. Agradeço, em meu nome e em nome dos demais companheiros da chapa, a ajuda (vamos precisar).
Forte abraço
Leonardo Kauer Cand. à Presidente da OAB/RS Chapa 3 - Muda OAB
***
*Para quem quiser se informar melhor sobre as propostas, o endereço do sítio da Chapa 3 - Muda OAB é : http://www.mudaoab.com/index.php
**Fonte: http://jcsgarcia.blogspot.com/
Escrito por missioneiro às 23h18
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MPF X Dep. MARCO PEIXOTO

'Pedras no caminho'Deu no blog da Rosane de Oliveira: Candidato à vaga de João Luiz Vargas no Tribunal de Contas do Estado, o deputado Marco Peixoto encontrará pedras pelo caminho. A primeira delas é uma representação do Ministério Público Federal ao subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Luiz Carlos Ziomkowski, para "apuração dos fatos ilícitos constatados a partir da análise integral de áudios e conversas telefônicas mantidas por diversos alvos" nas investigações da Operação Rodin.
O texto diz que "os áudios anexos demonstram que o deputado estadual Marco Peixoto - PP - praticou conduta que configura ato de improbidade administrativa prevista no artigo 11 da Lei nº 8.429/92 ao atuar de forma incompatível com a moralidade, impessoalidade, probidade e lealdade às instituições públicas".
Procurado pelo blog, Peixoto não quis comentar sobre a representação do PF:
— Não posso falar sobre algo que não conheço. Só vou me manifestar quando for comunicado oficialmente pelo MP. *** *Ainda no referido blog, a carta do deputado estadual Raul Pont, do PT, manifestando-se sobre a posição do partido em relação às indicações para o Tribunal de Contas do Estado:
"O acordo entre PP, PMDB, PTB e PDT que considera Marco Peixoto (PP) como nomeado para conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, publicado hoje em tua coluna, não faz sentido. Este é um consenso de bastidores, restrito a poucos, e sem o compromisso da Assembléia Legislativa. Falamos aqui daqueles que se renovam no poder e que indicaram um conselheiro do Tribunal de Contas que caiu por corrupção. Não vamos aceitar esse conchavo. Se esse acordo de bastidores for mantido, isso não tem a ver com o legislativo gaúcho e sim com poucos caciques interessados no cargo. O PT, outras bancadas e certamente a sociedade não aceitam que um conchavo seja oficializado. Vamos lutar para aprovar o projeto de resolução que altera o Regimento Interno, estabelecendo critérios objetivos, para que possamos ter condições de justificar na opinião pública o nome indicado pela Assembléia Legislativa. E mais: a bancada do PT não tem, ainda, discussão sobre qualquer nome para conselheiro do TCE, seja deputado ou não, queremos aprovar critérios." *Atualizado às 10,45 h de 14/11/2009. Veja a íntegra do documento no blog da Rosane de Oliveira - RBS
Escrito por missioneiro às 22h29
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'MUDA OAB'

MANIFESTO PELA DEMOCRACIA NA OAB - MOVIMENTO MUDA OAB – CHAPA 3
No próximo dia 16 de novembro acontecem as eleições para a nova direção da OAB/RS. O advogado Leonardo Kauer concorre pela chapa 3 (foto), tendo como candidata à vice a advogada Mônica Montanari. Segundo consta na apresentação da chapa 3, de oposição, "o Muda OAB é um movimento de advogados e advogadas que se constituiu em 2003, diante da compreensão que tinham em comum de que a Ordem precisava de uma renovação substancial, eis que os grupos políticos que vinham, e ainda vêm se alternando no poder da entidade, em pouco ou nada diferiam". Leia a seguir o Manifesto da chapa Muda OAB:
O Movimento MUDA OAB – Chapa 3 – dirige-se aos colegas advogados e advogadas do Rio Grande do Sul e do Brasil para reiterar o compromisso de lutar pela implantação do DECÁLOGO DA MUDANÇA* e trabalhar pela democratização da Ordem dos Advogados do Brasil.
O Movimento Muda OAB surgiu diante da necessidade sentida pelos colegas de romper com o revezamento entre as duas facções que historicamente administram a OAB/RS e implantar imediatamente tais mudanças.
A evolução civilizatória amalgamou os conceitos de democracia e república. Apreendemos na Faculdade de Direito que a república é uma forma de governo caracterizada na essência pela temporalidade dos mandatos dos governantes e a democracia é um regime de governo caracterizado pelo reconhecimento de que o poder político emana da soberania popular. A idéia de república impõe o exercício temporário e desinteressado do poder e a democracia não existe sem o governo pelo povo.
Tristes tempos em que – mesmo diante da ausência de qualquer instrumento de controle do poder – a autoproclamação da honestidade e da transparência constituem bandeiras de gestão para uma entidade. Mas o que deveria ser pressuposto revela apenas uma atenção maior com a forma e a aparência das coisas, pois ainda hoje, dentre tantas mazelas, somos brindados com a velha prática de EDIÇÕES ESPECIAIS da "Revista da OAB" com dezenas de fotos do candidato oficial nas vésperas da eleição. Mas é apenas mais um dentro de um sistema que gerou e segue gerando dividendos de toda natureza para um seleto grupo de pessoas que se alternam em duas facções de uma mesma autocracia, incluindo "rompimentos" de última hora e mudanças de lado com o propósito de continuar dentro da "máquina". Uma estrutura que gerencia milhões de reais arrecadados compulsoriamente dos advogados e que ignora o sentido republicano de um controle externo de contas.
A ausência de critérios universais para a indicação do quinto constitucional é outro motivo de constrangimento público para a advocacia e contrasta com o silêncio dos dirigentes e correligionários postulantes ao título de magistrados diante das violações diárias das prerrogativas profissionais no Foro e do aviltamento dos honorários profissionais e do mercado de trabalho do advogado.
Todos esses fatos têm uma origem comum: o sistema de partido único que vigora nos conselhos da entidade, onde a Chapa que recebe o maior número de votos na eleição, quase sempre uma fração inferior a maioria da totalidade dos eleitores, administra sozinha os interesses da advocacia. O propósito de exclusão dos advogados e advogadas do quotidiano da entidade fica ainda mais evidente diante do medo do voto direto e do sistema de concílio adotado para a escolha do Presidente Nacional, pois a cada três anos um novo dirigente é apresentado para todos sem ter havido a participação da advocacia na sua escolha.
É manifesta a ausência de identidade com as concepções democráticas de gestão da coisa pública e do ideário republicano, definidoras da própria consciência pública e do bem comum, o que foi construído no curso da experiência histórica brasileira. A OAB vive no espectro da República Velha. A negação dos valores da isonomia, da cidadania, do pluralismo político e da ordem democrática, consagrados na Constituição Federal e no Estado Democrático de Direito, revelam o descompasso da OAB com o conjunto da profissão e dos princípios constitucionais que regem a república.
É URGENTE UMA REFORMA INSTITUCIONAL NA OAB PARA QUE SEJAM IMPLANTADAS ELEIÇÕES DIRETAS PARA PRESIDENTE NACIONAL DA ENTIDADE E PROPORCIONALIDADE ENTRE OS DIVERSOS SEGMENTOS DE OPINIÃO DA PROFISSÃO NA COMPOSIÇÃO DOS CONSELHOS SECCIONAIS E DO CONSELHO FEDERAL.
O Brasil precisa da OAB e a advocacia precisa de uma entidade democrática para zelar pela profissão e bem servir ao país.
Participe! O Movimento MUDA OAB – Chapa 3 – conta com o teu apoio.
VOTE PARA MUDAR! VOTE CHAPA 3: MUDA OAB!
*Carta de princípios do Movimento Muda OAB (Decálogo da Mudança).
Fonte: sítio da Chapa Muda OAB: http://www.mudaoab.com/
Escrito por missioneiro às 11h07
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ARTIGO

*Por Francisco Xarão
A divulgação dos resultados preliminares do censo agropecuário 2006 precisa de muito estudo e análise para “tirar” dos números o seu significado político e sociológico na compreensão da dinâmica de desenvolvimento da estrutura agrária e os resultados da política agrícola das últimas duas décadas. Contudo, alguns elementos são de fácil entendimento, embora de difícil aceitação. Os números divulgados confirmam o que os movimentos sociais, em especial o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, vem debatendo e apresentando como causa da alta concentração de terras no Brasil: a ausência de uma política agrária que enfrente as oligarquias do campo e um modelo agrícola centrado na grande empresa capitalista em detrimento do modelo da agricultura familiar. Gestado pelo mercado nos anos de ouro do neoliberalismo no Brasil, o agronegócio para produção de commodities se orgulha da modernização que promoveu no campo substituindo o jegue, o boi e o jeca pelo trator, colheitadeira e herbicida em larga escala. No entanto, bastou o governo federal acenar com a possibilidade de cumprir a legislação e rever os índices de produtividade das propriedades rurais para que a bancada ruralista, no senado e na câmara dos deputados, saísse em gritaria uníssona de que querem roubar a terra de quem trabalha. Essa cortina de fumaça que os deputados e senadores, defensores do arcaico modelo agrário e da “improdutiva” política agrícola baseada na grande propriedade e nos agrotóxicos, montaram serviu para esconder o que o censo agropecuário acabou por revelar: a segurança alimentar dos brasileiros é garantida pela pequena propriedade familiar. Se dependesse do agronegócio, de formato capitalista, o povo brasileiro morreria de fome porque só poderia comer os restos da exportação. A lavoura capitalista não produz alimentos, produz mercadorias. A novidade do censo agropecuário 2006 foi realizar uma radiografia mais completa e em conformidade com a lei que define agricultura familiar. Com isso foi possível fazer comparações com os resultados de 1985 e 1996 e apresentar uma fotografia onde a agricultura familiar aparece com sua cara própria. Os dados apresentam uma realidade da agricultura familiar que devem servir de base para uma reorientação completa da política agrícola e agrária em curso no país. Senão vejamos: apesar de representar 84,4% do total de estabelecimentos rurais ou 4.367.902 propriedades, a agricultura familiar ocupa uma área de apenas 24,3% da área total dos estabelecimentos rurais cadastrados. Ainda assim, nessa pequena lavoura se produz 38% do valor bruto da produção agrícola do país e emprega 74,4% da mão de obra no campo. As propriedades com menos de 10 hectares ocupavam em 2006 apenas 2,7% (7,8 milhões de hectares) da área total dos estabelecimentos rurais, enquanto os estabelecimentos com mais de 1.000 hectares concentravam mais de 43% (146,6 milhões de hectares) da área total. Se tomarmos o número total de estabelecimentos (cerca de 5,2 milhões de propriedades), próximo de “47% tinham menos de 10 hectares, enquanto aqueles com mais de 1.000 hectares representavam em torno de 1% do total, nos censos analisados” resume o informe do IBGE. Mesmo cultivando uma área menor com lavouras (17,7 milhões de hectares) a agricultura familiar responde por 87% da produção de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% da produção de milho e também é responsável por 50% da produção de frangos, 59% da produção de suínos e 30% da produção bovina, apesar de cultivar uma área menor com pastagens. O censo revela ainda que o valor bruto da produção da agricultura familiar e sua participação no valor bruto da produção total obteve crescimento de 38% para 40% em 10 anos (1996-2006). Segundo informativo do Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA: “A agricultura familiar gera um VBP [valor bruto de produção] de R$ 677,00/ha que é 89% superior ao gerado pela agricultura não familiar (R$358,00/ha).” Entende-se agora a virulência dos ataques dos latifundiários e seus aliados às propostas da sociedade civil para limitar o tamanho das propriedades no Brasil e a proposta do governo federal (MDA) de rever os índices de produtividade, pois qualquer cidadão medianamente informado é capaz de concluir que existe no país uma concentração absurda da terra que é contra o processo de desenvolvimento sustentável. O Índice de Gini do uso do solo no Brasil é de 0,872, muito próximo de um, o que indicaria o nível máximo de concentração. Portanto, não há o que se comemorar. A tentativa do governo, na divulgação do censo, de “dourar a pílula” apresentando os exitosos números da agricultura familiar como uma prova de que a política de crédito e a reforma agrária começam a dar frutos é outra cortina de fumaça para esconder a ineficácia da política agrária e a quase ausência de uma política agrícola específica para a produção de alimentos da cesta básica. Verdade seja dita, os agricultores familiares é que apesar do mercado e apesar do governo viabilizaram suas propriedades como equipamento altamente produtivo. Antes mesmo da divulgação do censo agropecuário 2006 um estudo, resultado de tese de doutorado do geógrafo Eduardo Girardi, intitulado Atlas da questão agrária, lançado no primeiro semestre deste ano, mostrava que “Em 2003, os pequenos imóveis, com tamanho médio abaixo de 200 hectares, representavam 92% do total de propriedades, mas ocupavam apenas 28% da área agrária. As propriedades de médio porte, de 200 a 2 mil hectares, respondiam por 6% do total de imóveis e 36% da área. Já aquelas acima de 2 mil hectares, embora não chegassem a 1% do total, ocupavam 35% da área do setor”. Com pequenas variações regionais que não alteram o quadro geral, o censo 2006 confirma os resultados do estudo de Girardi. O que isso implica para o debate da reforma agrária? A legislação brasileira proíbe desapropriação de área menor que 15 módulos fiscais (que varia de região para região, mas situa-se, na média, em torno de 500 hectares). Sabendo que existem aproximadamente 5,2 milhões de imóveis rurais cadastrados no país e aceitando que todas as médias propriedades (acima de 500 hectares e menor que 2000 hectares) cumprem sua função social, ou seja estão dentro dos índices de produtividade atuais e respeitam a legislação ambiental, restam para desapropriação os imóveis rurais acima de 2000 hectares, que representam menos de 1% do total de imóveis rurais, ou seja, em torno de 50 mil propriedades. Então toda a gritaria dos deputados, senadores associações de produtores rurais é para defender o “direito de propriedade” de 50 mil privilegiados contra o “direito de propriedade” de mais de 4 milhões de pequenos e médios proprietários e sem terras? Absurdamente é isso. Na democracia dos atuais deputados e senadores 50 mil proprietários são mais donos do Brasil que os outros quase 5 milhões. A estrutura agrária tem intima ligação com a política agrícola. A concentração de terra – confirmada pelo Censo 2006 deriva da necessidade que tem o agronegócio voltada para exportação — soja, cana-de-açúcar e pecuária — ocupar grandes extensões em planícies que facilitem o uso intensivo de máquinas e agrotóxicos para produção em escala. Para competir lá fora o agronegócio precisa destruir aqui dentro. Essa concentração continua expulsando os trabalhadores do campo. Em dez anos, deixaram de trabalhar nas lavouras 1,363 milhão de pessoas. Permanecem ainda 16,5 milhões ou 18,9% da população ocupada do país em 2006. O discurso dominante não vê limites para as “conquistas cientificas” que, descobertas hoje no laboratório, amanha já se transformaram em tecnologias para produção de mercadorias. Clonagem, transgenia, agrotóxicos, tudo é possível. Não há barreira ética e moral capaz de frear “a marcha do progresso”. A agricultura familiar aparece para estes senhores da ciência e da modernidade como uma ingênua nostalgia bucólica. Paradoxalmente, aqueles que acham tudo possível na ciência e na moral acreditam ser impensável uma outra estrutura agrária e uma outra política agrícola. Mas, se “ouvirmos” os números do censo 2006 e imaginarmos um país com distribuição de renda, sem fome, com menos agrotóxicos, preservando as florestas é inexorável mudar de rumo. É uma imposição social e política desconcentrar a propriedade da terra. Sem isso não há desenvolvimento social, apenas mais concentração de terra e renda. O primeiro passo é resolver rapidamente o problema dos acampamentos da reforma agrária. Segundo dados do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terras existem hoje 230 mil famílias acampadas. Como já avaliamos, se adotássemos uma política agrária determinada a desconcentrar a propriedade da terra teríamos de intervir naquelas com mais de 1000ha que representam menos de 1% do total de propriedades no Brasil. Assim, para assentar as 230 mil famílias, considerando um módulo médio de 50ha por família seriam necessários 11,5 milhões de hectares o que representa menos de 8% do total da área ocupada pelas fazendas com mais de 1000ha. Só para exemplificar: o paranaense Eraí Maggi Scheffer comanda uma empresa que planta em 250 mil hectares (ou 250 mil campos de futebol) dos quais 100 mil são próprios e o restante arrendado de outros agricultores. Se, ceder 8% da sua área para reforma agrária o “rei da soja” ainda terá ao seu dispor 230 mil hectares e nos 20 mil hectares disponíveis à reforma agrária daria para assentar 400 famílias em propriedades de 50ha cada. Veja que não estamos falando de um revolução no campo, de kibutz ou comunas campesinas, mas de multiplicar o número de proprietários com a clara intenção capitalista de ampliar o número de unidades produtivas e diversificar a oferta de alimentos. Há muito que a legislação brasileira não reconhece mais a propriedade da terra mas a sua função social, que significa que um pedaço de terra é uma unidade produtiva, ou seja, deve produzir alimentos ou seu dono não pode exigir a propriedade sobre a mesma. Ainda assim, a força desta minoria é tão grande que a própria lei não é aplicada. A sociedade brasileira se quer deixar para trás o desonroso título de país com o quadro de segunda maior concentração da propriedade fundiária, em todo o planeta (atrás apenas do Paraguai), e caminhar para uma democracia de verdade, precisa dar um basta a estes privilegiados. É urgente que se estabeleça um limite de propriedade e do tamanho máximo da propriedade rural. *Francisco Xarão é doutorando em Filosofia pela UNISINOS
Escrito por missioneiro às 10h46
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NOTA DO CPERS

CPERS rejeita proposta de Yeda e adverte que ela encobre corte de direitos A direção do CPERS/Sindicato divulgou nota condenando a proposta de reajuste dos salários do magistério divulgada nesta quinta-feira (5) pela governadora Yeda Crusius. A entidade rejeita a adoção do critério da meritocracia, a falta de diálogo com os professores na construção da proposta e adverte que a medida encobre a tentativa de cortar direitos da categoria. Leia a nota na íntegra: NOTA DO CPERS/SINDICATO
O CPERS/Sindicato rechaça qualquer forma de pagamento que tenha por base a meritocracia, e isso inclui o 14º salário anunciado pela governadora na tarde desta quinta-feira 5. O governo do estado age de forma sorrateira ao encaminhar um projeto ao Legislativo sem discussão com o sindicato, mesmo sabendo que a entidade tem reunião marcada com a Secretaria da Educação para a próxima semana.
A proposta já nasce condenada. Até porque se fosse boa, seria construída a partir de um amplo debate com o CPERS/Sindicato, entidade que representa a maior categoria do funcionalismo público gaúcho. Como isso não aconteceu, o projeto só pode ser encarado como uma forma de cortar direitos, prometendo pagar prêmios para uma minoria enquanto a imensa maioria permanecerá com os vencimentos congelados.
O governo mostra a sua face autoritária, denunciada publicamente pelo sindicato desde o começo deste ano. Ao encaminhar uma proposta que mexe substancialmente na vida funcional dos educadores, a governadora, a exemplo do que fez no ano passado, coloca em risco o final do ano letivo. A sociedade precisa se manifestar, repudiando uma proposta rejeitada pela categoria e que pode prejudicar o fim de ano de todos. (com o sítio PTSul)
Escrito por missioneiro às 13h14
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PT Regional

PT cria Regional Vale do JaguariDeu no Blog do Júlio Prates: No dia 24 de outubro de 2009, na Câmara Municipal de Jaguari, foi criada a comissão de trabalhos da criação da Regional do Partido dos Trabalhadores Vale do Jaguari. Fazem parte inicialmente os diretórios de Mata, São Vicente do Sul, Cacequi, Jaguari, Nova Esperança do Sul, São Francisco de Assis, Santiago, Capão do Cipó, Unistalda, Itacurubi. Os trabalhos visam a busca do desenvolvimento regional, formação e articulação política pelas afinidades geográficas e culturais, unidade e motivação partidária.
A próxima reunião será dia 28 de novembro, na Câmara Municipal de São Vicente do Sul as 15:00s, com a pré pauta: Calendário de debates, o PAC na Regional Vale do Jaguari e estruturação das campanhas eleitorais de 2010.
A comissão inicial da Regional ficou composta: Presidente Sidinei Moraes, de Jaguari, Secretario Tide Lima de Santiago, e os presidentes de cada diretório municipal.
Mais informações: Sidinei Moraes – 99667488 . Tide Lima - 99166260. livrariasantiago@hotmail.com *** -Nota do Blog: Os Editores do Blog 'O Boqueirão' desejam sucesso, muito trabalho de base (organizativo, interventivo e de formação política), coragem ... e vida longa à nova Regional Petista!
Escrito por missioneiro às 11h29
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Coluna Eletrônica

Crítica & Autocrítica – nº 60 * Meio ambiente gaúcho em alerta! Agora o ataque se concentra na legislação ambiental, e vem através das propostas contidas no PL 154, de autoria do deputado peemedebista Edson Brum. A relatoria do mesmo é do deputado Marquinhos Lang, do Democratas (ex-PFL), e já está na Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da AL, com parecer ‘favorável’. * O professor Paulo Brack, do Departamento de Botânica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), faz gravíssima denúncia sobre a política de extermínio da legislação ambiental e outros crimes ecológicos realizados pelo governo gaúcho, sob a batuta da governadora Yeda Crusius: “O setor ambiental está sofrendo uma pilhagem no Rio Grande do Sul. O Estado, na área ambiental, deveria responder às demandas da sociedade e não apenas as de um grupo de empresas. Os técnicos da área ambiental não conseguem fazer nada e são pressionados a emitir licenças para obras sem estudo de impacto ambiental prévio. O cenário é bizarro e marcado pela truculência.” *Denuncia ainda o professor que desde o governo Germano Rigotto (2003-2006), a área ambiental do Estado foi loteada entre políticos do PSDB, numa espécie de prêmio de consolação para candidatos que não tinham sido eleitos. Já passaram pela secretaria o deputado estadual Adilson Troca, o ex-chefe da Casa Civil, José Roberto Wenzel e o candidato a deputado não eleito Mauro Sparta. “Cada um deles ficou cerca de um ano na Secretaria, sem nenhuma política consistente. No governo Yeda, a situação se agravou ainda mais”. *Ressalta Paulo Brack que “em abril de 2007 ocorreu uma intervenção branca na área ambiental do Estado para favorecer as grandes empresas de celulose, rompendo as barreiras do zoneamento que tinha sido elaborado pelos técnicos da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). A partir daí, o governo decidiu simplesmente afastar qualquer técnico ou administrador que pudesse ser um obstáculo a essa tendência de liberação total de empreendimentos. Em 2008, exemplifica, apenas 0,4% dos pedidos de licenciamento foram recusados. “Isso vai contra toda necessidade de obedecer ao sistema nacional de meio ambiente e suas leis”. (Vide matéria completa postada originalmente no blog RS Urgente, repercutida neste blog em 27/10/09). * A Assembléia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente (APEDEMA-RS) lançou uma ação via internet para lotar as caixas de correspondência dos deputados da comissão com mensagens de protesto e indignação contra as mudanças propostas pelo PL 154. * Diz o texto, do qual sou também signatário: “O ataque à legislação ambiental promovido pelos agentes políticos que deveriam zelar pela legislação do Estado é uma vergonha. A sociedade não foi consultada sobre as alterações propostas pelo Projeto de Lei 154, a consulta e proposição ficou limitada aos setores produtivos, e as conseqüências ambientais deste projeto serão sentidas por toda a sociedade. Caros deputados, coloquem a mão na consciência e não dêem andamento a este suicídio ecológico. A produtividade das terras e a produção de alimentos necessitam de um ambiente equilibrado, fora isto toda iniciativa de ampliar a produção e explorar a terra de forma exaustiva, significa a perda de potencial produtivo em médio e longo prazos, além da dependência e subordinação dos produtores às empresas de insumos, deixando a terra apenas como suporte, um meio de cultura, onde a produção necessitada cada vez mais de aditivos externos para garantir a produção. Ademais, fragilizar a legislação ambiental, no momento em que o mundo todo busca alternativas para conter os impactos da crise ambiental e climática, demonstra o grau de desconhecimento das verdadeiras demandas sociais e da urgência do tema, por parte do nosso legislativo, por parte dos nossos representantes. Estamos de olho nos Senhores, e vamos cobrar uma postura ética e moral referente às questões ambientais. Por nossos filhos e netos, pelas futuras gerações. Seu voto pode garantir a sustentabilidade ambiental do RS. Nossos votos podem garantir a sustentabilidade de seus mandatos”. * PED (Processo de Eleições Diretas) do PT será no próximo dia 22. As direções nacional, estaduais e municipais serão, pelo menos em tese, renovadas. *Aliás, a renovação no partido é mais do que necessária, mas não só das pessoas: sobretudo das políticas e dos métodos utilizados por essas direções, na busca dos valores outrora tão caros aos petistas, como o da solidariedade, da coerência nas alianças, da combatividade e da ética, por exemplo. * Algüém já disse que o governo (Lula) vai bem, mas o partido ... o partido... tem problemas, e sérios... E isso não é um fenômeno localizado, é quase que geral. Lamentavelmente. * A bem da verdade, um dos (poucos) avanços que houve no último período, e que inclusive foi saudado por este blogueiro, foi a criação do Código de Ética do PT. Só que muitos dirigentes ainda o ignoram solenemente. Exemplo disso é o acúmulo de cargos nas Direções Executivas Municipais com funções de CCs em alguns municípios onde o PT é governo. Isso é vetado pelo novo Código de Ética Petista. Sem falar em denúncias de outras práticas não muito republicanas que nos tem chegado com preocupante regularidade... não muito diferente dos partidos tradicionais que sempre criticamos. (cont.)
Escrito por missioneiro às 13h45
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